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Reações Alérgicas a Venenos de Insetos em Pediatria: Diagnóstico e Tratamento

Autor: José Roberto Mendes Pegler

– Diagnóstico:

Abelhas:

Vespas:

Quadro clínico:

Exame físico:

Classificação das reações:

* Se houver apenas angioedema já é considerado grau II;

**Apenas dispneia, sibilo ou estridor já é considerado grau III

Exames complementares:
O diagnóstico das reações agudas é feito pela anamnese e do exame físico, porém a confirmação de sensibilização ao veneno de inseto pode ser feita posteriormente por testes laboratoriais ou cutâneos.

Estes testes devem ser realizados ao menos 4 semanas após a reação aguda, a fim de reduzir a probabilidade de um falso negativo (decorrente de período de alergia após a reação de hipersensibilidade).

Dosagem de IgE específica:
Pode ser quantificada no sangue, com possibilidade de solicitar para o veneno de cada um dos diferentes insetos (abelhas, vespas, formigas) ou para componentes (proteínas) específicos de cada veneno.

Testes cutâneos:
Realizados com extratos padronizados dos venenos (no caso de abelhas e vespas) ou misturas de componentes do inseto (formigas). Inicialmente é realizado o teste de punctura (“prick test”), caso este seja negativo, é possível realizar o teste intradérmico.

Devem sempre ser realizados em ambiente compatível (com materiais e medicamentos essenciais para urgências e emergências, como: adrenalina, anti-histamínico, corticosteróide, broncodilatador e equipamento adequado para intubação endotraqueal e ventilação) e por médicos experientes e treinados no tratamento de urgências, pela possibilidade de desencadearem reações.

Têm sensibilidade diagnóstica um pouco maior em relação à dosagem de IgE sérica e permitem identificar extratos que poderão ser usados no tratamento com imunoterapia.

Fatores de risco:
Os principais fatores de risco para reações graves são: idade adulta, reações alérgicas graves anteriores, principalmente a abelhas, e portadores de cardiopatias e mastocitose.

 

– Tratamento:

Reação local:

Reação local extensa:

Reação sistêmica:

 

– Prescrição na Prática:

Exemplo de prescrição:
*(cada caso deve ser avaliado individualmente, e a decisão deve ser tomada pelo médico responsável pelo caso).

Paciente de 6 anos e 20 kg, com rinite alérgica controlada, é levado ao pronto-socorro após uma excursão escolar em um parque próximo ao hospital. Os acompanhantes relatam que a criança estava brincando com os colegas quando começou subitamente a chorar e se queixar de dor no pé, e em poucos minutos apresentou urticária difusa e falta de ar. O exame físico indica a criança em regular estado geral, irritada, taquicárdica, normotensa, levemente taquidispneica, com MV+ com sibilos expiratórios, urticária difusa e angioedema labial. No pé esquerdo haviam diversas pápulas e vesículas, em base eritematosa e edemaciada.

Feita a hipótese diagnóstica de anafilaxia, a criança foi levada à sala de emergência, onde foi realizada a seguinte prescrição:

  1. Jejum.
  2. Epinefrina (adrenalina) 0,2 mg, IM, na região lateral da coxa inicialmente e posteriormente a critério médico.
  3. Difenidramina 20 mg, EV, após administração da epinefrina (adrenalina) e a cada 6 horas, se necessário.
  4. Salbutamol (spray 100 mcg) 4 puffs com espaçador após administração da epinefrina (adrenalina) e a critério médico.
  5. Soro fisiológico (NaCl 0,9%) 400 mL, EV, a critério médico.
  6. Manter em decúbito dorsal horizontal com membros inferiores elevados.
  7. Monitorização de saturação de oxigênio, frequência cardíaca e pressão arterial.

 

– Referências:

Pegler JRM. Reações alérgicas a venenos de insetos em pediatria: diagnóstico e tratamento. InforMed, 2022. Disponível em: https://app.informed.digital/conteudo/5feb6aaeb4e3ce28e2def309.


Watanabe AS, Castro FFM. Alergia a ferroadas de himenópteros. In: Pastorino AC, Castro APBM, Carneiro-Sampaio M. Alergia e imunologia para o pediatra. 3. ed. Barueri: Manole; 2018.


Pansare M, Seth D, Kamat A, Kamat D. Summer buzz: All you need to know about insect sting allergies. Pediatr Rev. 2020;41(7):348-56.


Sturm GJ, Varga E-M, Roberts G, Mosbech H, Bilò MB, Akdis CA, et al. EAACI guidelines on allergen immunotherapy: Hymenoptera venom allergy. Allergy. 2017;00:1-20.


Beck CML, Ferreira, LB, Castro APBM. Urticárias agudas e crônicas. In: Pastorino AC, Castro APBM, Carneiro-Sampaio M. Alergia e imunologia para o pediatra. 3. ed. Barueri: Manole; 2018.

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