Contraindicações à amamentação e alternativas seguras
A amamentação é reconhecida como o padrão-ouro da alimentação infantil, com benefícios amplamente documentados para a saúde materna e neonatal.…
O rastreamento de quedas e osteoporose em idosos é uma estratégia central na prevenção de fraturas, incapacidade funcional e mortalidade. Fraturas osteoporóticas especialmente de quadril e vértebras estão associadas a aumento de institucionalização, perda de autonomia e risco de morte, sendo as quedas o principal mecanismo causal nessa população.
Um ponto crítico é que a maioria das fraturas ocorre em indivíduos sem diagnóstico prévio de osteoporose pela densitometria óssea isolada, o que reforça a necessidade de uma avaliação ampliada do risco de fratura, incorporando fatores clínicos, funcionais e ferramentas preditivas.
Por que rastrear quedas e osteoporose de forma integrada?
Quedas e osteoporose compartilham determinantes comuns e impacto clínico convergente. O rastreamento isolado da densidade mineral óssea não identifica todos os indivíduos sob risco, enquanto a avaliação funcional sem estratificação óssea pode subestimar o risco de fraturas graves. A abordagem integrada permite:
O rastreamento do risco de quedas deve iniciar com uma avaliação clínica sistemática, incluindo:
Testes simples e reprodutíveis auxiliam na estratificação do risco, como:
Esses testes permitem identificar idosos com risco aumentado mesmo na ausência de quedas relatadas.
A identificação e correção de fatores modificáveis é essencial, incluindo:
A intervenção nesses fatores reduz significativamente a incidência de quedas.
A densitometria óssea por DXA central (quadril e coluna lombar) é recomendada para:
O uso exclusivo do BMD apresenta limitações importantes:
Por isso, recomenda-se integrar o BMD a ferramentas clínicas de estratificação de risco.
Ferramentas como FRAX, Garvan, QFracture, OST e ORAI estimam a probabilidade de fratura em 10 anos, incorporando variáveis clínicas, com ou sem inclusão do BMD.
A combinação do FRAX com a densitometria óssea aumenta a precisão preditiva para fraturas maiores e de quadril. Quando disponível, o trabecular bone score pode ser incorporado ao FRAX para aprimorar ainda mais a estratificação de risco.
A investigação de fraturas vertebrais, por radiografia ou por vertebral fracture assessment via DXA, é indicada quando há suspeita clínica, como:
A identificação de fraturas vertebrais assintomáticas altera substancialmente o risco de fratura futura e a conduta terapêutica.
Em mulheres ≥65 anos, recomenda-se repetir a densitometria a cada 2 anos. Em pacientes com BMD normal ou osteopenia leve, o intervalo pode ser estendido chegando a até 10–15 anos devido à baixa taxa de progressão para osteoporose.
As ferramentas de estratificação apresentam limitações, como:
Além disso, não há consenso para rastreamento universal em homens, reforçando a necessidade de avaliação individualizada. O rastreamento eficaz de quedas e osteoporose em idosos exige uma abordagem multidimensional, que combine avaliação clínica, testes funcionais, ferramentas de risco e exames de imagem. A identificação precoce de fatores modificáveis e a estratificação individualizada do risco de fratura são fundamentais para orientar intervenções preventivas baseadas em evidências e reduzir desfechos adversos nessa população.

Gabriel Henriques Amorim é médico (CRM-SP 272307), especialista em Educação na Saúde pela USP e residente de Medicina de Família e Comunidade no Hospital das Clínicas da FMUSP. No blog da Manole, compartilha conteúdos práticos, baseados em evidências, voltados para o dia a dia do cuidado em saúde.
A amamentação é reconhecida como o padrão-ouro da alimentação infantil, com benefícios amplamente documentados para a saúde materna e neonatal.…
Introdução O tratamento da infecção pelo HIV-1 avançou de forma expressiva nas últimas décadas, mas a resistência a múltiplas classes…