Suplementação proteica e hipertrofia muscular: o que as evidências científicas
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A solicitação de dosagem de vitaminas séricas é prática frequente na atenção primária e em especialidades clínicas. Entretanto, a evidência científica atual recomenda abordagem criteriosa, reservando exames e suplementação para situações clínicas específicas ou grupos de risco bem definidos.
Este artigo revisa as indicações para dosagem de vitaminas, critérios laboratoriais, monitorização após suplementação e recomendações baseadas em diretrizes internacionais.
A dosagem sérica de vitaminas é indicada principalmente em:
Sinais e sintomas sugestivos de deficiência, como:
Incluem:
O rastreamento populacional de rotina em indivíduos assintomáticos não é recomendado, especialmente para vitamina D, devendo a solicitação ser direcionada por fatores de risco clínicos [3–6].
O biomarcador recomendado é a 25-hidroxivitamina D [25(OH)D] [3,5].
Entretanto, existem limitações:
Diretrizes recentes enfatizam que o conceito de “faixa ideal universal” é controverso e deve considerar contexto clínico individual [3,5].
A dosagem sérica isolada pode ser insuficiente em casos limítrofes.
Em situações de valores discordantes ou suspeita clínica persistente, recomenda-se considerar:
Esses biomarcadores auxiliam na confirmação diagnóstica devido à possibilidade de falsos positivos ou negativos na dosagem sérica de B12 [8–10].
Fatores que interferem na interpretação incluem:
A avaliação é indicada especialmente em:
A interpretação deve considerar estado nutricional global e contexto clínico [2,8].
O acompanhamento deve ser individualizado.
Reavaliação geralmente recomendada após:
Em outras situações clínicas, pode-se reavaliar após aproximadamente seis meses [4].
O monitoramento deve considerar:
Pacientes com doença celíaca ou após cirurgia bariátrica exigem vigilância mais estruturada e individualizada [7].
A suplementação está formalmente indicada em:
Dose recomendada para adultos:
Pode ser administrada por via:
Indicado principalmente para gestantes:
A literatura atual demonstra que a suplementação vitamínica não é indicada para prevenção de doenças crônicas em indivíduos saudáveis sem deficiência documentada [1,2,11].
Além da ausência de benefício comprovado, devem ser considerados:
A correção por meio de dieta balanceada é preferível quando não há deficiência estabelecida [1,2].
Embora haja diretrizes para vitamina D e B12, ainda faltam dados robustos sobre:
Nesses casos, a decisão deve ser individualizada e baseada em sintomas, risco nutricional e avaliação clínica longitudinal [7].
A dosagem de vitaminas séricas deve ser reservada para:
A suplementação é indicada apenas em:
A prática baseada em evidências evita tanto o subdiagnóstico quanto o uso indiscriminado de exames e suplementos.
A abordagem racional protege o paciente e otimiza recursos de saúde.

Gabriel Henriques Amorim é médico (CRM-SP 272307), especialista em Educação na Saúde pela USP e residente de Medicina de Família e Comunidade no Hospital das Clínicas da FMUSP. No blog da Manole, compartilha conteúdos práticos, baseados em evidências, voltados para o dia a dia do cuidado em saúde.
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