Candidíase vaginal de repetição: como tratar com segurança e eficiência
A candidíase vulvovaginal recorrente (CVVR) é uma condição frustrante tanto para pacientes quanto para médicos. Apesar de comum, o manejo…
A incontinência urinária em mulheres é definida como a perda involuntária de urina. Apesar de ser uma condição comum, muitas pacientes não relatam espontaneamente o sintoma por vergonha, constrangimento ou por acreditarem que a perda urinária faz parte inevitável do envelhecimento.
Na prática clínica, reconhecer o tipo de incontinência é essencial para orientar a investigação e escolher o melhor tratamento. A perda pode ocorrer aos esforços, associada à urgência miccional ou por uma combinação de ambos os mecanismos.
Além do impacto físico, a incontinência urinária pode afetar profundamente a qualidade de vida, limitando atividades sociais, exercício físico, trabalho, sexualidade e independência funcional.
A incontinência urinária é a queixa de eliminação involuntária de urina. Em mulheres, os principais tipos não neurogênicos são:
| Tipo de incontinência | Característica principal |
| Incontinência urinária de esforço | Perda de urina ao tossir, espirrar, rir, correr ou fazer esforço físico |
| Incontinência de urgência | Perda de urina acompanhada ou precedida por urgência súbita para urinar |
| Incontinência mista | Combinação de sintomas de esforço e urgência |
| Bexiga hiperativa | Urgência, geralmente com aumento da frequência urinária e noctúria, com ou sem perda urinária |
| Noctúria | Necessidade de acordar uma ou mais vezes à noite para urinar |
| Incontinência contínua | Perda contínua de urina, sugerindo causas específicas como fístulas |
Essa é uma das distinções mais importantes da avaliação inicial.
| Característica | Incontinência de esforço | Incontinência de urgência |
| Sintoma principal | Perda com aumento da pressão abdominal | Perda após vontade súbita e incontrolável de urinar |
| Exemplos | Tossir, espirrar, rir, levantar peso, correr | “Não consigo chegar ao banheiro a tempo” |
| Mecanismo predominante | Suporte uretral ou esfíncter uretral insuficiente | Hiperatividade vesical/detrusora ou alteração sensorial |
| Queixas associadas | Perda em atividade física ou relação sexual | Polaciúria, noctúria, urgência |
| Tratamento inicial | Treinamento do assoalho pélvico e mudanças de estilo de vida | Treinamento vesical, micção programada e mudanças de estilo de vida |
A incontinência urinária é muito frequente em mulheres. O documento descreve que ela afeta mais de 60% das mulheres vivendo na comunidade no mundo todo. A prevalência aumenta com a idade, com diferentes padrões conforme o subtipo: a incontinência de esforço tende a ser mais comum na quinta década de vida, enquanto as formas de urgência e mista aumentam progressivamente com o envelhecimento.
Esse dado reforça a importância de o médico perguntar ativamente sobre sintomas urinários, especialmente em mulheres idosas, multíparas, com obesidade, diabetes, constipação, doenças neurológicas ou uso de medicamentos que possam interferir no trato urinário.
A incontinência urinária tem origem multifatorial. Os fatores de risco variam conforme o tipo de incontinência, mas muitos se sobrepõem.
| Fator de risco | Como contribui |
| Idade avançada | Aumenta a prevalência, especialmente de urgência e incontinência mista |
| Gestação e parto vaginal | Podem enfraquecer músculos, tecido conjuntivo e nervos do assoalho pélvico |
| Obesidade ou IMC >25 | Aumenta pressão sobre estruturas pélvicas |
| Pós-menopausa | Deficiência estrogênica pode contribuir para atrofia urogenital |
| Constipação crônica | Esforço evacuatório repetido pode contribuir para disfunção pélvica |
| Incontinência fecal | Pode coexistir com disfunção do assoalho pélvico |
| Atividade física de alto impacto | Aumenta estresse sobre estruturas de suporte pélvico |
| Tosse crônica | Aumenta repetidamente a pressão intra-abdominal |
| Diabetes mellitus | Pode causar bexiga hiperativa ou bexiga neurogênica sensorial |
| Doenças neurológicas | AVC, Parkinson, esclerose múltipla e lesões medulares podem alterar o controle miccional |
| Demência e comprometimento funcional | Podem causar ou agravar incontinência funcional |
| Uso de diuréticos | Pode causar poliúria, frequência e urgência |
| Cafeína | Pode aumentar frequência e urgência urinária |
A revisão medicamentosa é parte fundamental da avaliação. Alguns fármacos podem contribuir para urgência, retenção urinária, polaciúria, sedação, confusão ou dificuldade de chegar ao banheiro.
| Classe medicamentosa | Possível efeito |
| Diuréticos | Poliúria, frequência e urgência |
| Anticolinérgicos | Retenção urinária, sedação, boca seca e maior ingestão hídrica |
| Anti-histamínicos com efeito anticolinérgico | Retenção, sedação e aumento de ingestão de líquidos |
| Antidepressivos | Podem alterar contração vesical e tônus do colo vesical |
| ISRS | Podem contribuir para urgência e incontinência de urgência |
| Antipsicóticos | Efeito anticolinérgico, sedação e retenção |
| Opioides | Retenção urinária, constipação, sedação e delirium |
| Sedativos e hipnóticos | Sedação, relaxamento muscular e confusão |
| Alfabloqueadores | Podem se associar a dificuldade miccional |
| Bloqueadores dos canais de cálcio | Podem se associar à retenção e dificuldade miccional |
O objetivo da avaliação é identificar o tipo de incontinência e descartar condições complexas ou potencialmente graves, como doenças neurológicas, fístulas, neoplasias ou retenção urinária importante.
A anamnese deve caracterizar o padrão da perda urinária.
| Pergunta | O que ajuda a identificar |
| A perda ocorre ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço? | Incontinência urinária de esforço |
| A perda vem junto de vontade súbita e incontrolável de urinar? | Incontinência de urgência |
| Quantas vezes urina durante o dia? | Polaciúria/bexiga hiperativa |
| Acorda à noite para urinar? Quantas vezes? | Noctúria |
| Há dor, ardência ou sangue na urina? | ITU, inflamação ou outras patologias |
| Há gotejamento após urinar? | Divertículo uretral ou outras causas |
| A perda é contínua? | Fístula geniturinária ou ureter ectópico |
| Há constipação ou incontinência fecal? | Disfunção do assoalho pélvico |
| Já teve partos vaginais, episiotomia ou trauma obstétrico? | Fator de risco para incontinência de esforço |
| Já fez cirurgia pélvica ou radioterapia? | Risco de fístulas, alterações anatômicas ou disfunção |
| Usa diuréticos, anticolinérgicos, antidepressivos ou sedativos? | Causa medicamentosa ou agravante |
| Há doenças neurológicas, diabetes ou demência? | Bexiga neurogênica, urgência ou incontinência funcional |
O diário miccional é recomendado para avaliar o padrão urinário e deve ser realizado por pelo menos 3 dias. Ele ajuda a quantificar sintomas, identificar gatilhos e orientar o tratamento.
| O que registrar | Por que importa |
| Horários das micções | Avalia frequência e padrão diário |
| Volume de líquidos ingeridos | Identifica excesso ou distribuição inadequada |
| Episódios de perda urinária | Quantifica gravidade |
| Sintomas associados | Diferencia urgência de esforço |
| Eventos desencadeantes | Tosse, espirro, exercício, chegada em casa |
| Noctúria | Avalia impacto noturno |
O exame físico busca alterações anatômicas, neurológicas e funcionais que possam explicar ou agravar os sintomas.
| Avaliação | O que observar |
| Avaliação geral | Marcha, cognição, fragilidade e mobilidade |
| Abdome e dorso | Massas, sensibilidade, sinais de distensão |
| Exame especular | Uretra, parede vaginal anterior, secreção, sensibilidade ou acúmulo de urina |
| Atrofia urogenital | Mucosa pálida, fina ou eritematosa |
| Prolapso de órgão pélvico | Cistocele, retocele, prolapso uterino |
| Exame bimanual | Tamanho e conformação dos órgãos pélvicos |
| Exame neurológico pélvico | Sensibilidade perineal, reflexos sacrais |
| Toque retal | Tônus esfincteriano, impactação fecal ou massa retal |
Nem toda mulher com incontinência precisa de investigação complexa. Na avaliação inicial, alguns exames simples são particularmente úteis.
| Exame | Finalidade |
| Urinálise | Identificar ITU, hematúria, glicosúria ou sinais de inflamação |
| Resíduo pós-miccional | Avaliar retenção urinária ou esvaziamento incompleto |
| Teste de esforço por tosse | Confirmar perda urinária aos esforços |
| Teste de esforço com bexiga vazia em posição supina | Pode sugerir formas mais graves ou deficiência esfincteriana |
| Diário miccional | Avaliar padrão de micção, ingesta hídrica e perdas |
A presença de hematúria sem causa evidente deve levantar a necessidade de investigação adicional, especialmente em mulheres com fatores de risco como idade avançada, tabagismo, exposição ocupacional ou sintomas urinários irritativos persistentes.
A avaliação urodinâmica não é necessária em todos os casos. Ela pode ser útil quando o tipo de incontinência não está claro, quando exames menos invasivos são inconclusivos ou em casos complicados.
| Situação | Papel da urodinâmica |
| Sintomas mistos ou diagnóstico incerto | Ajuda a diferenciar mecanismos |
| Falha de tratamento conservador | Orienta tratamento especializado |
| Cirurgia anti-incontinência prévia sem sucesso | Avalia causa da persistência |
| História de cirurgia pélvica ou radioterapia | Investiga alterações complexas |
| Prolapso avançado | Auxilia planejamento |
| Suspeita de bexiga neurogênica | Avalia função vesical e esfincteriana |
Algumas condições podem simular ou causar perda urinária e precisam ser consideradas.
| Diagnóstico diferencial | Pistas clínicas |
| Infecção do trato urinário | Ardência, polaciúria, urgência, hematúria |
| Fístula urogenital | Perda contínua de urina, muitas vezes após cirurgia, parto complicado ou radioterapia |
| Ureter ectópico | Incontinência contínua desde fases precoces da vida |
| Uretrite ou vaginite atrófica | Irritação, polaciúria, sintomas pós-menopausa |
| Gestação | Polaciúria e possível incontinência |
| Bexiga neurogênica | Doença neurológica, alteração de reflexos, resíduo aumentado |
| Divertículo uretral | Gotejamento pós-miccional, secreção ou dor uretral |
O tratamento deve ser individualizado conforme o tipo de incontinência, gravidade, impacto na qualidade de vida, comorbidades, preferências da paciente e resposta às medidas iniciais.
As abordagens comportamentais e mudanças de estilo de vida são o tratamento inicial de escolha.
| Medida | Indicação/benefício |
| Perda de peso se IMC >25 | Pode melhorar sintomas |
| Redução da cafeína | Pode reduzir frequência e urgência |
| Manejo da ingestão hídrica | Evita excesso ou horários inadequados |
| Redução de bebidas alcoólicas e gaseificadas | Pode reduzir sintomas irritativos |
| Tratamento da constipação | Reduz sobrecarga do assoalho pélvico |
| Cessação do tabagismo | Reduz tosse crônica e fatores associados |
| Ajuste de exercícios de alto impacto | Reduz sobrecarga pélvica |
| Revisão medicamentosa | Identifica fármacos que pioram sintomas |
Essas medidas devem ser oferecidas especialmente a pacientes que não desejam cirurgia ou querem evitar dependência de medicamentos.
Os exercícios do assoalho pélvico, também conhecidos como exercícios de Kegel, fortalecem músculos periuretrais e paravaginais. Eles podem ser usados na incontinência de esforço, na urgência e na forma mista, frequentemente associados ao treinamento vesical.
| Exercício | Como fazer |
| Contrações sustentadas | Contrair o assoalho pélvico o mais forte possível, contar até 5 e relaxar contando até 5 |
| Repetição diária | Fazer 30 contrações por dia, divididas em 3 séries de 10 |
| Contrações rápidas | Contrair e relaxar rapidamente |
| Repetição rápida | Fazer 25 a 50 contrações por dia, em séries de 10 |
| Cuidados | Manter abdome, pernas e glúteos relaxados durante a contração |
O principal fator para bons resultados é a prática regular.
Na incontinência de esforço, o tratamento inicial envolve medidas comportamentais, perda de peso quando indicada, exercícios do assoalho pélvico, biofeedback e, em alguns casos, dispositivos vaginais.
| Opção | Papel no tratamento |
| Exercícios do assoalho pélvico | Fortalecem suporte periuretral e paravaginal |
| Biofeedback | Ajuda a paciente a reconhecer e treinar a musculatura correta |
| Estimulação elétrica funcional | Pode ser associada a outras terapias |
| Pessários/dispositivos vaginais | Oferecem suporte mecânico ao colo vesical |
| Farmacoterapia | Menos efetiva e não recomendada rotineiramente |
| Estrogênio vaginal | Pode ser considerado no pós-menopausa |
| Cirurgia | Indicada se falha do tratamento conservador ou desejo de terapia definitiva |
Quando há falha do tratamento conservador ou a paciente deseja uma opção mais definitiva, pode-se considerar cirurgia. As opções incluem slings médio-uretrais, colpossuspensão retropúbica e outros procedimentos, conforme o mecanismo predominante.
A decisão deve ser compartilhada com a paciente, discutindo eficácia provável, riscos, complicações, possibilidade de revisão e alternativas.
Na incontinência de urgência, o tratamento inicial é comportamental, com treinamento vesical, micção programada e mudanças de estilo de vida.
| Etapa | Opções |
| Primeira linha | Treinamento vesical, micção programada, redução de cafeína, manejo hídrico, perda de peso |
| Segunda linha | Farmacoterapia |
| Refratária | Neuromodulação ou toxina botulínica tipo A |
Os medicamentos podem reduzir a hiperatividade do detrusor. As principais opções descritas incluem anticolinérgicos e agonistas beta-3 adrenérgicos.
| Classe | Exemplos | Atenção |
| Anticolinérgicos | Oxibutinina, tolterodina, darifenacina, solifenacina, tróspio, fesoterodina | Cautela em idosas, frágeis, demência, delirium ou risco cognitivo |
| Beta-3 agonistas | Mirabegrona, vibegrona | Alternativa quando anticolinérgicos não são adequados ou causam efeitos adversos |
O documento destaca cautela com anticolinérgicos em pacientes idosas ou frágeis, e recomenda evitar seu uso em pacientes com demência, comprometimento cognitivo ou delirium.
Em casos de bexiga hiperativa refratária à farmacoterapia, podem ser consideradas terapias avançadas.
| Terapia | Quando considerar | Observações |
| Neuromodulação tibial posterior | Urgência refratária | Pode ser administrada por via percutânea |
| Neuromodulação sacral | Casos refratários | Pode manter melhora de sintomas em longo prazo |
| Toxina botulínica tipo A | Alternativa à neuromodulação após falha medicamentosa | Pode aumentar risco de ITU e retenção urinária |
Pacientes que recebem toxina botulínica devem ser orientadas sobre a possibilidade de retenção urinária e eventual necessidade de autocateterismo temporário.
Na incontinência mista, o tratamento deve ser direcionado ao componente predominante ou mais incômodo.
| Predomínio dos sintomas | Conduta inicial |
| Esforço predominante | Medidas comportamentais, exercícios do assoalho pélvico, biofeedback, dispositivos; considerar cirurgia se refratária |
| Urgência predominante | Treinamento vesical, micção programada, farmacoterapia; considerar neuromodulação ou toxina se refratária |
| Sintomas igualmente relevantes | Começar pelo manejo conservador e individualizar evolução |
Fraldas, absorventes e protetores externos podem ajudar a paciente a lidar com as perdas, reduzir constrangimento e prevenir dermatite por urina. No entanto, é importante reforçar: esses produtos não tratam nem previnem a incontinência.
Eles devem ser entendidos como medida de suporte, não como tratamento definitivo.
| Tratamento | Possíveis complicações |
| Agentes periuretrais | ITU e retenção urinária |
| Toxina botulínica tipo A | ITU, retenção urinária e necessidade de autocateterismo temporário |
| Cirurgia | Retenção urinária, ITU, perfuração vesical, hemorragia, lesão intestinal, erosão de materiais |
| Slings | Possível necessidade de revisão ou remoção |
| Anticolinérgicos | Risco de efeitos cognitivos, especialmente em uso prolongado e pacientes vulneráveis |
| Neuromodulação sacral | Dor no local do implante ou eletrodo |
As pacientes devem ser acompanhadas periodicamente para reavaliar sintomas, impacto na qualidade de vida, adesão aos exercícios do assoalho pélvico, mudanças comportamentais e efeitos adversos de tratamentos.
Ferramentas úteis para monitoramento incluem:
| Ferramenta | Utilidade |
| Diário miccional | Quantificar frequência, perdas e gatilhos |
| Teste de esforço por tosse | Avaliar perda aos esforços |
| Questionários de sintomas | Medir gravidade e impacto |
| Avaliação urodinâmica | Diferenciar sintomas persistentes ou irritativos complexos |
| Revisão medicamentosa | Considerar suspensão de anticolinérgicos se não houver benefício claro |
O documento destaca que exercícios do assoalho pélvico durante a gestação reduzem o risco de incontinência urinária no final da gestação e no pós-parto imediato. Além disso, atividade física moderada foi associada a menor probabilidade de incontinência de esforço, urgência e mista.
| Estratégia preventiva | Possível benefício |
| Exercícios do assoalho pélvico na gestação | Menor risco no final da gestação e pós-parto imediato |
| Atividade física moderada | Pode reduzir chance de sintomas |
| Controle de peso | Reduz fator de risco modificável |
| Tratamento da constipação | Reduz sobrecarga pélvica |
| Redução de cafeína quando sintomática | Pode melhorar urgência e frequência |
| Cessação do tabagismo | Reduz tosse crônica e impacto pélvico |
| Pergunta clínica | Resposta prática |
| Toda incontinência é igual? | Não. Diferenciar esforço, urgência e mista orienta o tratamento |
| Qual é a primeira abordagem? | Mudanças de estilo de vida e medidas comportamentais |
| Diário miccional é útil? | Sim, especialmente por pelo menos 3 dias |
| Precisa pedir urodinâmica para todas? | Não. Reservar para casos incertos, complicados ou refratários |
| Anticolinérgicos são seguros em idosas? | Exigem cautela; evitar em demência, delirium ou comprometimento cognitivo |
| Absorvente trata incontinência? | Não. Apenas ajuda no manejo das perdas |
| Cirurgia é primeira linha? | Não. Geralmente é considerada após falha conservadora ou desejo de tratamento definitivo |
A incontinência urinária em mulheres é comum, multifatorial e tem impacto significativo na qualidade de vida. A avaliação inicial deve buscar identificar o subtipo da perda urinária, fatores de risco, medicamentos agravantes, sinais de alerta e diagnósticos diferenciais.
Na maioria dos casos, o tratamento começa com mudanças de estilo de vida, treinamento vesical e exercícios do assoalho pélvico. Medicamentos, neuromodulação, toxina botulínica e cirurgia devem ser individualizados conforme o tipo de incontinência, gravidade, comorbidades, preferências da paciente e resposta ao manejo conservador.
Referência: BMJ Best Practice. Incontinência urinária em mulheres. Última atualização: 26 jun. 2026.

Gabriel Henriques Amorim é médico (CRM-SP 272307), especialista em Educação na Saúde pela USP e residente de Medicina de Família e Comunidade no Hospital das Clínicas da FMUSP. No blog da Manole, compartilha conteúdos práticos, baseados em evidências, voltados para o dia a dia do cuidado em saúde.
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